Nessa páscoa acabamos ficando em casa, devido ao tempo e a uma série de compromissos.
Mas pelo menos aqui na cidade segunda feira 06/04 é feriado, sendo assim aproveitei e fui dar uma voltinha de última hora.
O dia amanheceu chato e chuvoso, o que havia me desanimado. Mas logo o tempo virou, subi na moto e fui esvaziar a cabeça. Incrível como melhora a cabeça.
Não tinha nada definido, nem roteiros, nem horários.
Resolvi seguir pela dutra, subir a estrada do Gomeral, que liga Guaratinguetá a Campos do Jordão por terra. Já a fiz algumas vezes mas nessa fui surpreendido. Veja você mesmo nas fotos abaixo:
Nas nuvens, literalmente! |
Sensacional! |
Engraçado foi que eu encontrei alguma dificuldade no trecho. as pedras estavam muito escorregadias e teve até uma subida enlameada que para conseguir passar, tive que ir empurrando a moto!!!
De ladinho! |
Olha o tamanho da subida, a moto não tinha aderencia nenhuma, podia soltar a embreagem em primeira que ela ficava patinando... |
Mal sabia o que me aguardava pela frente.
Essa estrada termina a poucos metros da entrada do Horto Florestal de Campos do Jordão. Ou seja, resolvi atravessar o parque sentido MG, já que essa parte eu não conhecia ainda.
Ali já estava mais complicado, o terreno mudara - agora era apenas lama, não haviam pedras para ajudar a dar aderência.
A confiança que eu estava cobrou seu preço numa curvinha que não tinha nada, mas estava lisa feito um quiabo. E um terreno em Campos do Jordão eu comprei:
Não fez nada, nem no protetor. Só riscou meu orgulho mesmo (e minha perna)! |
Levantamos e seguimos, com mais cautela agora! |
Em Marmelópolis eu já queria almoçar, mas não tinha nada aberto na cidade. Vendo no GPS, pensei em seguir um caminho que passava perto do Pico dos Marins, para parar e fazer um lanche com um visual legal.
Fui subindo o morro com uma dificuldade tremenda, como se a moto não tivesse força. E a sensação era de que a moto estava fraca mesmo depois, já no plano.
Na curva percebi que a moto já não me obedecia mais. O freio, idem. as chuvas dos últimos dias criaram uma camada de lama "invisível" que tornou praticamente impossível passar de moto ali (essa estrada é tão pouco usada que não tinha marca nenhuma de pneu, apenas de ferraduras de cavalo, e de um só). Voltei quase andando pra sustentar a moto.
Escolhi outro caminho e segui.
Até próximo do camping do Sr. Maeda (base de quem quer subir o Marins) a estrada estava boa, andava em ritmo bom e pouca lama, nada como a outra estrada.
Aí a estrada foi minguando, começou a aparecer mato no meio da estrada (nesse momento, não era um bom sinal), mas como faltavam apenas 5km para a próxima conexão da estrada resolvi seguir.
Ah, se arrependimento matasse. Entrei num lamaçal onde já era impossível de fazer a volta. Nessa hora o nervosismo foi tanto que acabei não tirando fotos e a gopro já estava sem bateria. Foi uma hora e meia para vencer 5km. Teve lamaçal onde a moto entrou até o eixo da roda, teve descida íngreme completamente enlameada... Olha, eu sou acostumado com offroad seco, raramente pego lama. Isso aí foi técnico+superior+ pós-graduação.
Na hora que a estrada converge com a principal que vem de PassaQuatro a situação melhora muito, mas ainda assim não conseguia andar rápido, a pista estava muito escorregadia.
Cheguei em Passa Quatro - MG as 14:30h, tendo saído as 07:00h de Taubaté. posso dizer com certeza que foi o offroad mais pesado que já fiz até hoje, nem na Canastra apanhei tanto.
Parei no memorial da Revolução de 32 no alto da serra, fiz um lanchinho e segui para casa finalizar o dia.
Vou tentar fazer o roteiro no wikiloc e se conseguir posto aqui. Foram 180km offroad e um total de 380km rodados.
Show Rafael, rolê da hora!Parabéns
ResponderExcluirParabéns pelo Passeio bem legal
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