sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dia 7 - 23/09/2012 "Uma folga pra moto"

"Com o nosso novo amigo Carlos no grupo, nos decidimos ficar por perto. Olhando no meu recem-adquirido mapa, resolvemos ir para a Cachoeira da Primavera, uma trilha relativamente facil e bem demarcada.

Saimos do hostel e comecamos a trilha. A primeira parte e um "campo" de pedras, bem polido pela agua e com muitos buracos. Muito bonito de ser ver. Alguns locais aproceitavam as piscinas formadas.

Mais para frente, encontram-se os saloes areia, a direita na trilha, uma galeria de pedras coloridas que se desmancham na mao, e eram usadas para confeccionar aquelas garrafas com imagens dentro. Demos um tempo la, admirando a natureza local e pensando quantas surpresas mais encontrariamos na natureza.

Dos saloes de areia retornamos a trilha principal, e seguimos rumo a cachoeira da Primavera. Ao chegar no rio, teriamos que cruzar e seguir a trilha do outro lado, mas confuso pelo mapa fora de escala, acabamos seguindo o leito do rio, todo em pedras. Depois de uma hora de caminhada, percebemos que estavamos na direcao errada.

Voltamos pelas pedras procurando indicios de trilhas, e nada. Voltamos tudo que tinhamos andado na direcao errada, e Nada de trilhas, exceto a que nos levaria de volta a cidade. Hm... procurei, procurei... "- tem um monte de pedras ali que nao parece natural", pensei. Fui ate la. Percebi que ali era a juncao de dois rios. "Hm, subindo pelo leito desse reio devemos chegar a cachoeira". E la fomos nos.

Comeca com uma gigante cachoeira, uns 50m de altura, varias camadas de queda d'agua, mas que devido a seca da epoca estava fraquinha. Subimos pela cachoeira, ate chegar em um paredao com mosquetoes de escalada. "Fudeu!", pensei. Mas tinha uma trilha quase fechada que nos levou a cachoeira.

Alguns metros antes da cachoeira sinto algo no braco. Uma vespa. Fui picado, doeu pra caralho, matei ela e quando olhei pra frente (estava de oculos escuros esportivos, desses que ficam bem colados no rosto) tinha uma vespa na LENTE. Sai correndo e entrei na agua, o Carlos veio correndo tomou uma picada no nariz e se escondeu na agua tambem, e o Michel, por ser o mais inteligente dos tres, ficou parado ate elas irem embora sem picada nenhuma.

Ficamos na cachoeira e conversamos com uma familia que ja estava por la, sendo o avo e o pai motoqueirociclistas tambem. Muito legal. Alguns minutos depois chegou uma excursao de estudantes, e resolvemos subir mais a trilha. Fomos ate a trilha principal, e subimos o morro para chegar ao Poco Paraiso (alguns poucos metros acima). La conheci um casal de mochileiros paulistas, que planejavam fazer o Caminho do Vale do Pati so com GPS. Conversamos um pouco e eles seguiram caminho. Nos ficamos curtindo a agua por la. em seguida o destino foi o mirante, trilha facil e tambem perto do Poco Paraiso. Do mirante so da pra voltar pelo mesmo caminho de ida, e assim fizemos. Voltamos pela trilha correta e nao pelo leito do rio, assim pudemos parar na Cachoeirinha, tentamos achar o Poco Halley mas sem sucesso. Ja estava ficando tarde entao voltamos para a cidade, pelo leito do rio no final, onde os locais lavam roupa nas pedras, e aproveitam as piscinas naturais numa tarde de domingo ensolarada.

Na chegada, mesmo eu nao sendo fa de alcool, fomos tomar uma cerveja bem gelada, mereciamos no final das contas, uma descansada no hostel, um bom jantar (picanha bem passada no restaurante argentino, show, mas nao lembro o nome) e cama.

Amanha era o dia da despedida - Eu vou para Salvador, Michel para Vitoria da Conquista e Carlos ficaria pela chapada mais alguns dias.
"

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Dia 06 - 22/09/2012 "De moto pela chapada diamantina"

"ontem eu e o Michel combinamos de andar juntos. Decidimos fazer o roteiro mais turistico, afinal nenhum dos dois esteve la antes. O primeiro Objetivo do dia era uma caverna. As duas mais famosas da chapada, Gruta da Lapa Doce e Caverna da Torrinha, ficam bem proximas uma da outra, coisa de 4km. Pela raridade das formacoes, afinal muita coisa que tem nela so e vista ali, decidimos fazer o passeio por dentro da Caverna da Torrinha. A lapa doce e mais turistica - mais facil e voce entra de um lado e sai pelo outro, enquanto na torrinha alem de se agachar muitas vezes, tem que ir e voltar pelo mesmo caminho. Bom, eu nao entendo nada de geologia, mas mesmo assim foi impressionante. Muitas coisas que sao dificeis de explicar, como agulhas que brotam do chao, lustres de cristal vindos do teto, belas flores de aragonita... uma pena que quase nenhuma foto saiu aproveitavel, e dificil fazer fotos dentro da caverna. Saimos da torrinha depois de 2h e pouco de caminhada. Valeu muito a pena! So entra na caverna com guia, para duas pessoas ficou R$35,00 e, como estavam praticamente sem turistas no dia, permitiram a nos visitar o fantastico salao de cristais. Da torrinha, seguimos para a Pratinha, uma das principais atracoes da chapada. E a que menos gostei - Cara, cheia de turistas e sinceramente naoe tudo isso que dizem nao. A pratinha e um complexo de 3 atracoes - o rio Pratinha, onde pode-se tomar banho (ate a cintura, que e a profundidade maxima do rio), A gruta da pratinha onde pode-se entrar em flutuacao com boias, e o poco azul. O ingresso custa R$15,00 e a flutuacao custa R$20,00. Eu nao fiz a flutuacao. Achei 15R$ muito caro por um banho de rio meia boca, apesar da agua extremamente transparente. Do rio fomos a gruta azul, que tem o horario certo para ver, muito bonito, mas nao tem nada la perto para fazer nem para comer/beber, e chegar ver e ir embora. Da pratinha, pegamos uma estrada de terra (UHU!) que nos trouxe de volta quase ao morro do pai inacio e reduziu uns 15km a distancia por asfalto. Fora a vista! Ali, mesmo eu ja tendo subido o pai inacio no dia anterior, subi novamente com meu amigo. O bom e que pudemos dispensar o guia e subimos de gratis. Ir na chapada e nao ir no pai inacio, e nao ir na chapada. Mas melhor que subir no pai inacio, e subir com o guia que conta a historia, Quem for pra la, procura o NEGAO, ele conta a historia do morro como ninguem, acredite, vale a pena! O final e surpreendente. Eu so nao fui novamente com ele pois ja tinha ido no dia anterior. La em cima contemplamos a paisagem um pouco e descemos. Nao quis ver o famoso por do sol do pai inacio, pois fazer aquela trilha a noite e sem lanterna ia ser complicado. Saimos do pai inacio e voltamos para lencois, com a moto do Michel nao conseguindo passar de 80km/h, paramos num lava-rapido onde tinha um mecanico, fucamos na moto toda a te encontrar o diafragma do pistonete com um furinho. Estava comecando a escurecer e Lencois estava sem energia eletrica. Como e uma missao impossivel encontrar um diafragma de falcon em lencois num sabado as 17:00h, fizemos um "recurso tecnico de emergencia" (gambitech), com chic...ops fita isolante e superbonder. Daria para Michel chegar na concessionaria honda mais proxima (Vitoria da Conquista, 350km). Chegando no hostel, tinhamos decidido ir ao Poco Azul e ao Poco encantado amanha, mas fizemos mais um amigo - Carlos, espanhol de valencia, que nao estava de moto - e no fim acabamos fazendo uma trilha a pe. Os brothers americanos foram embora. eu, michel e carlos fomos jantar num restaurante chamado Grizante, onde pedimos uma carne de sol, vieram uns bifoes de carne de sol, nunca tinha comido assim, delicia! Recomendo a todos!Alem de tudo foi barato. Depois fomos tomar umas caipirinhas e fechamos com chave de ouro o segundo dia pela chapada. Fotchas:" se vc olhar bem vera o rosto de slartbartfast haha.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dia 5 - 21/09/2012 "Primeiro dia pela chapada"

"Acordei, tomei um banho, me preparei pro excelente dia que seria hoje! Tantas coisas programadas! Abro a porta do quarto da pousada, ceu cinza e garoa. Ninguem merece! Perguntei ao amigo da pousada: - Vai ficar assim o dia todo? - Vai nao, la pras 10:00h melhora! Ok, estava de regata e bermuda, esperando o calor bahiano, subi na moto e decidi ir ate o pai inacio (eu estava sozinho entao tinha formado a programacao da forma mais facil para mim). Aguentei 10km. Frio e chuva vieram se juntar a mim. Desisti, voltei pro centro da cidade e fiquei la enrolando. Andando pelas ruas descobri um hostel (albergue da juventude), hostel chapada ele se chama. Voltei a pousada peguei minhas coisas e levei pro hostel, ainda era cedo pra fazer o checkin, sai para andar. Quem nunca ficou em um hostel, viajando sozinho, nao sabe como e bom. Claro que tem suas desvantagens, mas so de formar uma turma la ja e otimo pra quem esta a viajar solo. Primeira indicacao foi o Ribeirao do meio, trilha a pe, nivel facil, meia hora de caminhada. no meio da trilha conheci um soteropolitano (e isso mesmo? nascido em salvador?) que aposentou e foi morar em Lencois - Isso que e vida, pensei. Conversamos um bocado sobre as constantes queimadas que ameacam o parque e sobra turistas burros que se metem sozinhos nas trilhas e nao tem a minima nocao do que fazem. O amigo me levou pela trilha quase ate o ribeirao, pegou uma picada e sumiu no mato atras de umas plantas medicinais. Cada figura que a gente conhece nessas viagens! Cheguei no ribeirao, e por ser uma trilha facil, tinham algumas pessoas por la. Alguns minutos depois descobri que todos eram motoqueirociclistas, dois vinham de Vitoria da Conquista pro fim de semana (uma XRE e uma Vstrom) e dois vieram, se nao me engano, de fortaleza, em duas transalp. Conversamos um bocado, quando os amigos de Vitoria da conquista foram embora (tinham que voltar no mesmo dia ainda), tambem voltei a trilha. Peguei a motoca e segui rumo ao Poco do Diabo. as nuvem resolveram me deixar em paz. Tinha uma excursao la, que havia ficado somente no primeiro poco (bem ao lado da estrada), mas nao era ali que eu ficaria. Tem um restaurante na entrada, Restaurante Mucugezinho. Comida ruim e cara. Atravesse o restaurante, desca as escadas. La em baixo tem um bar. Atravesse o bar, atravesse a ponte de madeira e siga a trilha visivel nas pedras... acompanhando o fluxo do rio por cerca de meia hora chega-se ao poco do diabo. Se estiver com guia e possivel descer de rapel ou tirolesa. Como eu estava solo, desci pela trlha mesmo. Tomei um banho nas aguas extremamente geladas do poco, pois o sol nao pega la por muito tempo durante o dia, vi a excursao chegar la alguns minutos depois, vi um louco dar barrigada descendo de tirolesa e uma mochila suicida descendo de rapel ate cair na agua (com celulares e documentos...). ah, esses farofeiros! Quando lotou, subi a trilha e fui embora. Aproveitei que estava perto e subi o pai inacio, Mas nao esperei o por do sol. Nao estavva a fim de encaram a trilha a noite. Do pai inacio, a vista e linda, Mas a melhor parte e a historia do nome, contada pelo guia Negao. Quando for la tente subir com ele! Vale a pena! De la, voltei para o hostel. Tinha uma moto na frente, uma Falcon, bem baleada, diga-se de passagem, com placa de Niteroi-RJ. Fiz o checkin e fui tomar um banho, encontrei com o amigo motoqueirociclista no quarto e conversamos um pouco. Michel seu noma, pronuncia-se como Miguel. Italiano, trabalha em Niteroi embarcado em alguma plataforma, nao lembro o nome da empresa. Trabalha dois meses, folga dois. Pra fazer algo diferente das outras folgas onde sempre ia mochilar pela america do sul (o amigo ja passou dos 50), nessa folga desembarcou no RJ, comprou a falcon num dia e fez a papelada pro nome de um amigo, no outro dia amarrou a mochila na moto e saiu do rio pra Bonito-MS, de la pra Boa Vista, Manaus, barco ate Santarem, Maranhao e lencois maranhenses, Jericoacoara, Lencois e depois RJ. Mal fala portugues. Numa moto com 8 anos de idade que ele conheceu na vespera da viagem. Pelas piores e mais perigosas estradas do Brasil. E eu achando que estava em uma aventura!!! tambem no hostel conheci Josh e seu irmao, Texanos, e dois britanicos mau-humorados (so resolvi esse mau humor com caipirinhas mais tarde). Eles estao mochilando pela america do sul e central a 5 meses, E pelo jeito a viagem ainda vai longe. Tambem tinham mais dois brothers paulistas: Hernani, o engracadao que nao perde uma piada, e Edmundo (animallllllllllllll - que realmente era a cara do jogador) que estavam fazendo um mochilao cultural pelo sertao. Todas essas pessoas se tornariam meus amigos nos 3 dias de convivencia e espero levar as suas amizades para sempre, o grupo logo se tornou como uma familia! Agradecimentos especiais ao Hostel Chapada por proporcionar o convivio! Jantamos, bebemos umas caipirinhas, e fomos dormir, afinal, amanha temos muitas coisas a fazer! Vamos ao que interessa, as fotos, mas ja aviso que hoje nao temos muitas com a moto, rs."

terça-feira, 14 de maio de 2013

Dia 04 - 20/09/12 "Chegando ao Apice"

"Um dia "pesado" e cansativo, posso dizer. Sai de Vit da Conquista as 8:00 em direcao a Anage. Nos meus pensamentos, agradeci por nao ter chegado ontem a noite em Anage. De Anage, peguei a estrada sentido norte/tanhacu, onde peguei a saida errada e peguei a BA026. A estrada tinha o pior asfalto que ja andei na vida! Na proxima cidade consegui voltar para o caminho certo (BA142), e a qualidade aumentou consideralvelmente. Abasteci em Mucuge e aproveitei pra dar uma olhada na cidade, muito bonita e bem arrumada, tirei algumas fotos e segui para lencois. Estava muito calor na estrada, que nao tinha nenhuma sombra proxima e nem acostamento, ou seja, nao se pode parar... horrivel. No fim do dia cheguei a passar mal. As 15:00h e 360km depois cheguei em Lencois, uma emocao forte tomou conta de mim, era o que mais queria conhecer nesta viagem, era o cerne. Lencois e linda, e bem conservada, mas suja. A cidade e pequena e nao tem nenhuma forma de subsistencia alem do turismo (e proibido o garimpo e nao ha plantacoes). As expectativas sao altissimas. Comprei o livro-guia do Roy Funch, o americano radicado no Brasil que foi o responsavel pela criacao do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Dei uma andada no centro, comi um lanche e uma tapioca (horrivel), agora e ficar na pousada esperando a dor de cabeca passar e conseguir sair do trono por causa da tapioca, ai vou dormir."

Dia 03 - 19/09/2012 "Quase"

"Pelo mapa, imaginei que demoraria algumas boas horas pra fazer o trecho diamantina/MG a Vitoria da Conquista/BA. Sai da pousada as 7:30 e cai na estrada. Qual nao foi a minha surpresa ao descobrir que na verdade, a estrada que peguei era uma enorme e PLANA reta. Durante 240km, mantive velocidade de cruzeiro acima dos 120km/h direto, cruzando com caminhoes a cada 20 ou 30 minutos. Estava comecando a pensar que ia conseguir adiantar o cronograma e chegar em lencois ainda hoje. Mas tava facil demais, e claro. Parada no unico posto da rodovia, abastecido, faltavam 140km pra BR116 e dali mais 300 pra vitoria da conquista. Alguns kms depois o asfalto acaba: seriam mais 70km de terra, que derrubou a minha media de velocidade fazendo com que terminasse o dia em Vitoria da conquista mesmo. A parte de terra comecou facil e foi ficando pior, pior e pior. Muitas pedras e buracos enormes, tava judiando da moto. Logo acabou. Ai comecou um asfalto ralo e ondulado, mas onde conseguia andar sempre a 100km/h o que ja era melhor que andar a 60km/h na terra. A luz da reserva comeca a piscar e ainda faltavam 80km pro proximo posto. Cheguei na 116 e simplesmente passei batido pelo posto. As vezes (quase sempre) minha inteligencia e esperteza me surpreende. foram mais 20 tensos kms ate chegar no proximo posto de gasolina, com 100km rodados na reserva. Dali so pararia de novo em Vitoria da Conquista, apesar de querer seguir para Anage e encurtar 60km o proximo dia, me enrolei com o anel viario de Vit da Conquista e acabei dando uma volta na cidade no sentido literal. Acabei arrumando um hotelzinho qquer para ficar, e ate que foi muito bom e com preco decente. hoje nao tivemos muitas atracoes na estrada, entao sao poucas fotos. Um abraco a todos"

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Dia 02 - 18/09/2012 "Quase Desapontado"

"Fiquei por aqui em diamantina hoje. Levantei as 7 e meia depois de muita briga com a cama, um cafe e fui procurar por um mapa turistico da cidade. Demorei uma hora pra conseguir o mapa, que no fim das contas foi inutil ja que a atracao da cidade e a cidade em si, nao tem pontos turisticos. Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a cidade, talvez fosse um dia ruim. Andei, tirei fotos e as 11 e meia estrava na pousada de novo, pensando em seguir viagem. Mas, quando cheguei na pousada, peguei um mapa da regiao de diamantina (nao so da cidade) e, ai, resolvi dar uma chance para um parque bem proximo do centro, chamado Parque Estadual do Biribiri. Finalmente fiquei feliz! Era isso que eu procurava! As fotos falarao por si. O parque e pequeno, 17kms de extensao, tudo de terra, e bem sinalizado, para entrar no paruqe nao se paga nada, so e necessario um registro na entrada. Um grande parque de diversoes offroad. uma delicia de andar, trilhas saindo da estrada principal a cada 50m. os 34km ida e volta me consumiram 4 divertidissimas horas pelas estradas e trilhas da regiao. No final da estrada principal, existe uma antiga fabrica, do seculo 17, desativada em 1970, que hoje e um museu ao ar livre e cenario de algumas novelas, onde tem um restaurante onde vale a pena comer pois e este centro que sustenta o parque. O parafuso do escapamento da tenere gostou tanto do parque que por la ficou. Ainda bem que consegui outro no centro. no fim, fiquei apaixonado pela regiao, e da cidade, so posso falar que nao aproveita todo potencial. Amanha sigo com destino Vitoria da Conquista na Bahia. Abraco a todos!!!"

sexta-feira, 10 de maio de 2013

6 meses depois

Buenas!!! Por motivos de procrastinação crônica demorei 6 meses pra voltar. Vocês nem viram a viagem pro NE ainda! Que tal em forma de diário, day-by-day... Começando do começo: "Ja comecei errado. Nao consegui chegar hoje a Montes Claros. Decidi parar um pouquinho antes, em Diamantina/MG, uns 150km antes. O dia comecou as 6:00 com ar de despedida, patroa meio chateada deixei na rodoviaria pra ir pro trabalho, voltei pra casa, coloquei as coisas na moto, parei no posto para abastecer, as 7:50h eu pensei: eh agora... tah comecando. Esse caminho do primeiro dia era bem longo, e eu ja conhecia uma boa parte, entao nao tirei muitas fotos. Fui parando apenas a cada 200km pra abastecer e esticar as pernas e comer um salgado ou coisa assim, nao costumo almocar. Alcancei BH as 14:30h, muito transito desde a estrada antes, ainda bem que tenho CIC (Curso Intensivo de Corredor), passei tudo ate que rapido, os motomanos mineiros ficaram longe... hehe. Todos os betinenses adoram vermelho - e poeira. De BH peguei a estrada sentido Brasilia, e depois sentido Montes Claros. Fiquei surpreso com uma placa "Montes claros a 336km", eu nao achava que estava tao longe, soltei um palavrao dentro do capacete e e fiquei pensando como esses kms mineiros sao longos (e eu ainda nem conhecia os kms bahianos!). Parado no posto pensando que chegaria muito tarde, conversando com o pessoal, tive a ideia de ficar em Diamantina, 150kms mais perto e com uma estrada muito boa de andar pra chegar la.. As 18:22h cheguei na cidade, estava escurecendo, consegui com indicacoes uma pousada bem barata, mas nao sabia que Diamantina tinha hostel - se soubesse teria ficado nele. Deixei as coisas na pousada e tomei um banho, depois desci ao centro da cidade pra comer algo, nao deu pra ver muito da cidade. Estava bem cansado e as 22:00h ja estava no decimo sono. Amanha passo o dia por aqui tambem, pra conhecer a cidade. Fiquei na Pousada do Sossego bem na entrada da cidade. E o primeiro dia foi assim, abraco a todos logo posto o segundo dia." Fotos só segunda feira! Prometo que nao demoro 6 meses pra voltar, haha.